sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

CES vai à escola: Seremos todos iguais e livres?


Seremos todos iguais e livres?

 Após o Dia Internacional da Abolição da Escravatura (2 de dezembro) e nas vésperas da celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), importa refletir sobre a evolução do sistema de proteção dos Direitos Humanos, os seus instrumentos e principais instituições no plano universal e regional, tendo como enfoque o sistema europeu de proteção dos direitos humanos. Este foi o objetivo que norteou a sessão presencial do CES vai à Escola na nossa BE, que teve como oradora a doutora Daniela Nascimento e público-alvo os alunos dos 10ºA e 10ºB.

Tendo como referência a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os desafios das sociedades atuais, foi possível refletir sobre o conceito de Direitos Humanos. O que é que são os direitos? A quem se destinam? Quando falamos em Direitos Humanos em que consistem e como podem ser categorizados? Nesta reflexão, falou-se das gerações de Direitos Humanos: a dos Direitos Políticos e Civis e a dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais. Uns serão mais importantes do que outros? 

Esta sessão enquadrou, assim, a celebração dos Direitos Humanos na próxima semana e convidou os alunos envolvidos a “pararem para pensarem” no longo percurso que os Direitos Humanos têm vindo a fazer e na necessidade de os continuar a defender, pois não se podem dar nunca como algo garantido e são muitos ainda os que não beneficiam deles.  














Feira do Livro: um apelo à leitura

 


Feira do Livro

Foram muitas as visitas à Feira do Livro desde as crianças do 1ºciclo até aos alunos do 12º Ano, do Ensino Regular e do Ensino Profissional. Foram muitas as atividades, desde leituras dialogadas e questionadas, com os alunos do 2º e 3º ciclo, a exploração, pelos alunos do ensino secundário, da casa mágica, na qual se encontravam pistas para livros em exposição na feirinha, leituras espontâneas e, depois, dialogadas e debatidas entre alunos e professores, a escolha do livro que mais interesse despertava e partilha com os colegas de turma, entre outras iniciativas. Momento alto destas visitas foi, de facto, a presença dos meninos do 1º ciclo que se sentaram, interagiram e deixaram-se envolver na "Hora do Conto" em torno do livro "A menina da fila da frente". Um livro que nos fala do quanto é importante saber coloca-nos no lugar do outro e a "Caça ao livro".  















Feira do Livro: Tertúlia de Leituras em Voz Alta


Pastor

 Pastor, pastorinho,

onde vais sozinho?

Vou àquela serra

buscar uma ovelha.

Porque vais sozinho,

pastor, pastorinho?

Não tenho ninguém

que me queira bem.

Não tens um amigo?

Deixa-me ir contigo.

 Foi com este poema de Eugénio de Andrade, do livro “Aquela nuvem e outras”, à venda na Feira do Livro do nosso Agrupamento, que se iniciou uma tertúlia de leituras em voz alta, de histórias e de poemas, dedicada aos Pais/Encarregados de Educação deste Agrupamento. Os alunos Duarte Gabriel, Sofia Fernandes, Sofia Silva, Miguel Cunha, do 5.ºA, Ariana Santos, Matilde Ferreira, do 5,º B, a Yara Oliveira e a Bárbara Barbosa recriaram/interpretaram o dito poema e depois cantaram-no para todos os presentes. 









Uma tertúlia com mensagens pelo e para o Natal, mostrando o quanto são importantes a Amizade, a Tolerância, a Liberdade, a Paz, o Amor e a Poesia no nosso dia a dia. 


Um momento ternurento, intimista, com cheirinho a Natal, que contou com o empenho e dedicação extraordinários de alunos do 5º, 7º, 8º, 9º, 10º, 11º e 12º anos, que fizeram irradiar a beleza do trabalho articulado e colaborativo. A par dos alunos do 5º Ano, participaram também os alunos Isa Reis, Mafalda Mil-Homens e Rodrigo Mil-Homens (7ºA) , Alberto Simão (7ºB),  José Rocha (8º A) e Simão Gomes (9º C), com a ajuda das BiblioAmigas Erica Silva e Laura Ferreira (11ºA), nos leram e interpretaram, em voz alta, os livros: História de um caracol que descobriu a importância da lentidão, de Luís Sepúlveda; O Destino de Fausto, de Oliver Jeffers; Uma longa viagem, de Daniel H. Chambers. 












Todos estes momentos foram abrilhantados com momentos musicais interpretados pelas alunas Ana Brandão e Ana Teixeira, do 10ºA, que tocaram as seguintes melodias: Un Chord, de N. Tschérépnine, London Bridge is, falling down, uma música tradicional de Inglaterra, e o Lago dos Cisnes de Tchaikovsky. 

Por seu lado, os alunos André Pereira, Eva Barbosa, Leonor Gama e Madalena Resende recitaram o poema Alma minha gentil, de Luís de Camões.

No final, foi momento dos alunos do 12º Ano partilharem a reinterpretação que fizeram, na disciplina de Português, do poema de Cesário Verde, evocativo do tricentenário da morte de Luís de Camões: "O Sentimento de um Ocidental". Assim, as alunas Mariana, Sara e Ruth, do 12º B recitaram, muitos dos poemas que foram escritos, dos quais se podem registar os seguintes: 


Nas costas lusitanas, entoam-se cantos 

Há tal presença feminil no rio lisboeta 

Que as ninfas a todos espalham os seus encantos 

Despertam-me o português encenador de Julieta. 

E evoco o nevoeiro de um salvador perdido 

E subo a um mastro, apenas por ódio movido 

"Sultão do copo, concede-nos tal glória e virtude " 

Pois a Camões entristece um contemporâneo que desilude.

Sara e Sofia (12ºB)


Se eu não morresse, nunca! E eternamente 

Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas! 

Mas como? Se nem o nosso Deus omnipotente 

Conseguiu esse feito impossível 

A busca incessante da perfeição 

É um caminho para o insucesso 

Sem tempo para introspeção, 

Nem mesmo para olhar para o nosso reflexo. 

A vida é perfeita, mesmo com as suas falhas 

Viver a nossa vida no momento 

Sem medo de cometer gralhas 

Com o nosso próprio sentimento.

Miguel e Pedro (12ºB)


Se eu não morresse, nunca! E eternamente 

Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas 

Eu sei perfeitamente, perder-me-ia num ciclo 

Que me deixaria louca de mente 

De facto, morro e desapareço 

De corpo e alma me ofereço 

Choro enquanto pago o preço 

Deste novo recomeço 

Mas a busca pela perfeição 

Foi a minha perdição.

Francisca e Ruth (12ºB)


Este foi, sem dúvida, um final de tarde mágico, que com a sua ternura e simplicidade procurou desviar todos os presentes das múltiplas e variadas preocupações que, por vezes, absorvem o seu quotidiano. 





Feira do Livro - Encontro com escritores

 Entre os dias 25 de novembro e 9 de dezembro, decorre a Feira do Livro neste Agrupamento de Escolas Prof. Doutor Ferreira da Silva. Alguns dos momentos-chave correspondem aos encontros com escritores, que não somente vêm dar a conhecer o seu livro, mas também partilhar experiências olhares sobre este mundo em que nos situamos. 

Nos dias 27 e 28 de novembro, foi o encontro com Carolina Monteiro, uma aluna do nosso estabelecimento de ensino, do 11ºA, com quem temos a oportunidade de nos cruzar diariamente e que descobriu na escrita o modo de expressar o que lhe vai na alma e no coração. A apresentação do seu livro “O interior de uma adolescente” foi um momento único de aprendizagem para a comunidade escolar, já que num discurso coerente, bem estruturado, apelativo e tranquilo, a Carolina lembrou a todos os presentes que as emoções, por vezes, exacerbadas, da adolescência são sentidas por todos e que um dos segredos para se viver uma adolescência feliz é o diálogo e a amizade e o saber aceitar-se tal qual como como é, aceitando tudo o que faz com que cada um de nós seja único. 












Depois, no dia 3 de dezembro, foi a vez de um encontro com a escritora Graciosa Silva, professora de Português-Francês, reformada, que, com a sua experiência de vida, nos apresentou o seu livro Era uma vez, num ambiente em sintonia com a Natureza. A plateia foi então envolvida num conjunto de reflexões que nos falaram da juventude e do quanto é importante a perseverança para cumprirmos os nossos sonhos. 









Por fim, no dia 5 de dezembro o Agrupamento mereceu a visita de alguém cuja presença é familiar e querida a toda a comunidade escolar: a enfermeira Andreia Magina. O seu livro Mais leveza menos dor foi apresentado, num ambiente perfumado e musical, aos nossos alunos com a leveza e suavidade com que devemos viver o nosso dia. Uma apresentação que girou em torno da ideia de que, de facto, a dor é inevitável, mas o sofrimento é uma opção. Para tal cabe a cada um de nós dar o primeiro passo no sentido da cura e saber pedir ajuda, com a consciência do quanto é importante cuidar, em simultâneo do corpo e da mente. No seu livro encontram-se reflexões preciosas, competências e sugestões de meditação para lidar com a dor emocional e cicatrizar as feridas emocionais e psicológicas. Um processo no qual é indispensável a alquimia do Amor e a Espiritualidade ou, por outras palavras, a descoberta de si próprio e dos outros.  









CES vai à escola - História da Escravatura

 

CES vai à escola

História da escravatura no mundo português e seus reflexos no racismo em Portugal

Muitas foram as questões levantadas e discutidas na segunda sessão do CES vai à Escola – História da escravatura História da escravatura no mundo português e seus reflexos no racismo em Portugal –, orientada pela doutora e investigadora Giuseppina Raggi, no dia 3 de dezembro, com os alunos do 11º A, no espaço de aula de História A, no âmbito da unidade temática: Portugal – dificuldades e crescimento económico: A política económica e social pombalina

Uma sessão online, realizada na Biblioteca Escolar, que permitiu aos alunos ficarem a par das mais recentes investigações científicas e reflexões do Centro de Estudos Sociais de Coimbra e que veio sublinhar o quanto é importante relacionar o passado, presente e futuro, de modo a alertar consciências e refletir sobre a Dignidade Humana, tendo como enquadramento o Dia Internacional da Abolição da Escravatura (2 de dezembro) e o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro).