No passado dia 17 de maio, a Biblioteca Municipal de Oliveira de Azeméis acolheu mais uma edição do já habitual Chá Literário, desta vez subordinado ao sugestivo tema “Há mais livros para além de Camões”. A iniciativa reuniu membros da comunidade educativa, professores, alunos e diversos apreciadores de literatura, afirmando-se, uma vez mais, como um espaço privilegiado de encontro, partilha e reflexão em torno do livro e da leitura.
O evento contou com a presença institucional de Rui Luzes Cabral, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Ana Borralho, Chefe de Divisão Municipal de Cultura e Infraestruturas Culturais, Isabel Pardal, Coordenadora das Bibliotecas Escolares, e José Rosa, Diretor do Centro de Formação de Associação de Escolas AVCOA, entre outros participantes, cujo contributo reforçou a relevância cultural e educativa da iniciativa.
Como convidada do Agrupamento, a professora de Português Ana Patrícia Sousa, acompanhada pela Subdiretora Ana Neves, conduziu os presentes numa envolvente viagem pelos livros, que marcaram o seu percurso pessoal e literário. Entre as obras destacadas, sobressaiu "Gente Ansiosa", de Fredrik Backman, apontada como uma leitura significativa pela sua profundidade emocional e capacidade de reflexão sobre a condição humana.
A sessão contou ainda com a participação da artista plástica Leonor Trindade Sousa, que partilhou a forma como a vivência interior se traduz em criação artística e expressão poética, destacando o papel da leitura como fonte de inspiração e desenvolvimento criativo.
Ao longo do encontro, foram sendo apresentados e cruzados diversos percursos literários, evidenciando a riqueza e diversidade do universo dos livros. Obras como "Senalonga: pequenas histórias de uma vila em 1900", de Avelino Cunhal, e "Cicatrizes", de Dino D’Santiago, mereceram particular destaque, suscitando o interesse e a reflexão dos participantes.
Num ambiente simultaneamente acolhedor e estimulante, o Chá Literário voltou a cumprir o seu propósito de valorizar a leitura, promover o diálogo e celebrar a pluralidade de vozes literárias, reforçando a ideia de que há, efetivamente, muito para descobrir para além de Camões.