quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Conto de Natal: "A estrelinha que perdeu o brilho"

 



No dia 17 de dezembro, as crianças do Jardim de Infância do Picoto e no de Faria de Baixo viveram um verdadeiro “conto de Natal”: "A estrelinha que perdeu o brilho".

“Era pequenina, redondinha e tinha um brilho suave que tornava o céu mais bonito. Todas as noites, a Estrelinha sorria e piscava, feliz por fazer companhia à Lua e aos sonhos das crianças. Mas, naquela noite… aconteceu algo inesperado.”

Esta história simples e encantadora, através do diálogo, levou os mais pequenos a descobrir uma grande lição: “No céu, tal como na vida, ninguém brilha sozinho.” A Estrelinha percebeu, afinal, como é importante ter amigos por perto.

Para terminar este momento especial, as crianças cantaram a canção Noite Feliz.

Assim, a Biblioteca Escolar deixou a todos uma mensagem calorosa: Boas Festas!










sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Feira do Livro - Encontro com o escritor Nuno Granja

 

Carlos Nuno Granja é alguém que abraçou a missão de ser professor ao mesmo tempo que se dedicou à escrita. Um escritor com quem os nossos alunos do 2.º ciclo se encontraram no dia 12 de dezembro, marcando assim o encerramento da Feira do Livro. Neste encontro, Carlos Nuno Granja deu a conhecer o “ofício” da escrita, que exige a combinação entre imaginação, criatividade e trabalho, e alguns dos seus livros mais recentes, como, por exemplo: “O Descabido Caso dos Livros Desaparecidos”; “Não deixes que os picos te mosquitem”.

Depois, foi momento da leitura deste último livro, à qual os alunos corresponderam com interesse. No final, houve ainda tempo para as questões dos alunos.

Assim, este evento foi uma excelente forma de encerrar a Feira do Livro, com e através dos livros, num ambiente de incentivo à leitura e à escrita. 










quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Feira do Livro - Encontro com Escritores - Rui Luzes Cabral

 


Encontro com o escritor

 Rui Luzes Cabral, vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis

“Renascer” foi o poema recitado pelos nossos alunos no encontro com Rui Luzes Cabral, que, seis anos após a publicação de Como Pássaro Novo a Sair do Ninho, nos apresentou, no auditório da Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, o seu mais recente livro de poesia: 9 de maio. Este momento aconteceu no dia 10 de dezembro, data em que se assinala o Dia dos Direitos Humanos.

Durante a sessão, mergulhámos nas raízes familiares e sociais que inspiraram os poemas reunidos nesta obra. Um livro composto por cinquenta poemas que se assume como ponto de chegada, mas também como ponto de partida de uma vida que se revela dia após dia, sem grandes planos, permitindo que a própria existência surpreenda aquele que insiste em dizer que não é poeta.

Rui Luzes Cabral descreveu-se como alguém que, após um dia atribulado, encontra na poesia um refúgio e um alento para uma mente inquieta, por vezes angustiada — não apenas pelos desafios pessoais, mas também pelas questões sociais, humanistas e pelos males do mundo.

Os nossos alunos colocaram muitas questões pertinentes, às quais o autarca-poeta respondeu com reflexões profundas, culminando na ideia de que o ser humano não é mais do que uma simples formiga perante a imensidão de um universo infinito.

A poesia é um caminho para descobrir a essência da dignidade humana.
















Dia Internacional dos Direitos Humanos - Exposição na Biblioteca Escolar




Dia Internacional dos Direitos Humanos - 10 de dezembro

T-shirts, posters, trabalhos plásticos são o fruto do trabalho desenvolvido pelos alunos deste Agrupamento, em torno da temática dos Direitos Humanos, em articulação com a Estratégia de Educação para a Cidadania e Desenvolvimento e com o contributo do currículo das disciplinas de Educação Visual, Inglês e Desenho A. 



Os referidos trabalhos encontram-se expostos na Biblioteca Escolar, convidando toda a comunidade a refletir sobre a dignidade humana.

Ao mesmo tempo, os alunos elaboraram textos de opinião, que foram publicados no Jornal POV e participaram na Maratona de Cartas, da Amnistia Internacional dos Direitos Humanos. 









terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Literacias - Articulação Curricular - "A sede que mostra a desigualdade"

 


No âmbito da atividade "Para bom entendedor meia imagem BASTA!", realizada na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em articulação com o tema "Contrastes de Desenvolvimento", de Geografia, os alunos do 9.º Ano redigiram artigos de opinião.


A Sede que Mostra a Desigualdade

"A fotografia criada por Uğur Gallenkuş apresenta um contraste profundo entre duas realidades que coexistem no nosso mundo. Recorda-nos que o acesso à água potável continua a ser um desafio para milhões de pessoas. Nesta imagem, a desigualdade é simbolizada por duas crianças em situações bem diferentes. Na parte inferior, uma criança observa seu reflexo numa poça de água. Na parte superior, uma criança, de cerca de 10 anos, bebe água de uma poça lamacenta, cheia de impurezas e bactérias, refletindo os riscos à saúde causados pela falta de acesso à água e ao saneamento básico.

Assim, verificámos que existem pessoas que ainda vivem sem um direito fundamental que é a água potável. Enquanto alguns vivem com abundância, outros enfrentam diariamente a incerteza de encontrar água segura para sobreviver. O direito a uma vida digna, que inclui o acesso à alimentação, água limpa e uma educação de qualidade, ainda é um privilégio para muitos e uma luta para outros. É o caso de muita população que vive no Quénia, um país que, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano, apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano médio (0,601), um Índice de Desigualdade de Género de 0,533, o que significa que o homem tem mais direitos do que mulher, e onde 45,6% das pessoas vivem na pobreza.

Na nossa opinião, com esta imagem o artista também alerta para a necessidade de trabalharmos para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O sexto ODS defende que todas as pessoas devem ter acesso a água limpa e segura, algo que claramente não acontece nesta comunidade do Quénia. O décimo quinto ODS, “Vida Terrestre” está também em evidencia, pois a desflorestação em Kakamega tem reduzido a capacidade dos solos absorverem água, contribuindo para a escassez de fontes seguras de água. A implementação dos ODS é fundamental para garantir um futuro mais justo para todos

Em suma, a imagem é um retrato claro das disparidades globais e da necessidade urgente de políticas que combatam essas desigualdades, promovendo o desenvolvimento humano de forma equitativa. Consideramos que os contrastes de desenvolvimento entre países é um dos maiores problemas da atualidade. Apercebemo-nos que o mundo é muito maior do que pensamos e temos de começar a habituar-nos a ajudar uns aos outros. Só assim podemos construir um futuro mais justo e equilibrado para todos."


NOTA: Recurso ao ChatGPT para revisão do texto.


Constança Ferreira, Diego Ferreira, Gabriel Pinto, Gabriel Ribeiro, José Rocha, Lara Soares, Rafael Quentinho, Raquel Raposo, Tiago Seixas



Literacias ... Articulação curricular - "Alterações climáticas no Bangladesh"

 



No âmbito da atividade "Para bom entendedor meia imagem BASTA!", realizada na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em articulação com o tema "Contrastes de Desenvolvimento", de Geografia, os alunos do 9.º Ano redigiram artigos de opinião.


Alterações climáticas no Bangladesh

"Durante as aulas de Cidadania e Desenvolvimento, visualizei 20 montagens fotográficas, criadas pelo artista digital Ugur Gallenkus. A imagem que captou a minha atenção mostra as más condições de vida em muitos países em desenvolvimento e alerta para o agravamento das desigualdades na sequência das alterações climáticas. 

As alterações climáticas são um dos principais problemas globais atualmente, e afetam, sobretudo, regiões como a Costa de Sathkhira, no Bangladesh. O Bangladesh sofre muito com as mudanças climáticas porque é um país vulnerável e torna-se complicado para as pessoas devido a secas, que afetam a agricultura, e as cheias intensas, que inundam campos e casas.

O Bangladesh apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano de 0,670, ou seja, um IDH médio, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano. O seu Índice de Desigualdade de Género é de 0,498, o que é considerado elevado, isto significa que, homens e mulheres não têm direitos iguais, inferiorizando as mulheres.  Para além disso, o Índice de Pobreza Multidimensional é de 0,104 e revela que 42,2% da população vive em condições de privação, sendo muitas dessas pessoas mulheres. 

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) têm o propósito de estabelecer metas, prazos e compromissos para responder aos principais problemas globais. Estes abrangem os chamados cinco Ps: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias. O P de Planeta pretende proteger os recursos naturais e o clima do nosso planeta, então devemos lutar contra as causas das alterações climáticas. O ODS 13 fala sobre as alterações climáticas e diz que devemos tomar medidas urgentes para a combater os seus impactos. O ODS 7 fala sobre energia sustentável e também está ligado às alterações climáticas pois grande parte do aquecimento global é causado pela queima de combustíveis fósseis. 

Para concluir, as alterações climáticas são um problema grave e exigem uma ação imediata para proteger o nosso planeta e o seu futuro. "

Catarina Reis, 9.º A FS


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Feira do Livro - Encontro com escritores - Manuel Carvalho

 



Manuel Carvalho, um jornalista conceituado e cronista reconhecido, que já percorreu zonas de conflito e de pobreza encontrou-se com os nossos alunos do ensino secundário, na manhã do dia 5 de dezembro, no âmbito da Feira do Livro. 

O escritor editou recentemente o livro “Amazónia: Viagem por uma Ferida Aberta no Planeta”. Esta obra coloca o foco num dos temas mais urgentes do século XXI: a destruição da Amazónia. 

Após as palavras introdutórias do Diretor António Figueiredo,  os nossos alunos leram excertos textuais, que entrelaçaram o livro “A Selva”, de Ferreira de Castro, com o livro “Amazónia, uma ferida aberta no Planeta”, de Manuel Carvalho, que, depois, com o seu discurso rico, objetivo e contagiante, prendeu a atenção dos jovens presentes. 

Passado quase um século da publicação do livro “A Selva”, de Ferreira de Castro, Manuel Carvalho convida-nos a fazer uma viagem de aproximadamente 12.000 quilómetros, até à região do mundo onde há mais biodiversidade, uma região cujos rios influenciam as correntes marítimas, contribuindo, assim, para a regulação climática. Um livro que é um alerta, mas também um apelo ao compromisso. É que o futuro da Amazónia é também o nosso futuro. 

Esta Amazónia conta-nos uma história de sangue, suor e lágrimas, que, a partir da década de 70, se tornou numa verdadeira ferida no Planeta, fruto da ação humana, fruto da extração desenfreada dos recursos naturais e de um total desrespeito pelos direitos e valores humanos, que se traduz numa intensa e veloz desflorestação e na pobreza. 

Neste seguimento, os nossos discentes entraram em diálogo com o escritor, apresentando algumas das suas questões e das suas curiosidades: “Nesta sua viagem, como foi a relação com os povos que encontrou?”; “Na sua viagem, quais os vestígios do colonialismo português que identificou?”; “É possível ir até à Amazónia para fazer investigação? Como fazer?”; “Com os dados que apresenta no seu livro, qual é o panorama climático que antevê para daqui a poucos anos?” No final, foi tempo de Manuel Carvalho autografar os livros que foram adquiridos. 

Este encontro foi um verdadeiro testemunho do quanto são importantes as funções de pesquisa, recolha, seleção e tratamento de factos para aprofundar e consolidar o conhecimento. 

A Amazónia é o pulmão da Terra e se nós queremos resolver efetivamente as questões climáticas, nós temos que começar por ser cidadãos atentos, bem informados, responsáveis e ativos, começando por repensar os nossos consumos e apelando à erradicação da pobreza que vitimiza os povos que nela habitam.  

https://youtu.be/UGbTNZ9USWs