Manuel Carvalho, um jornalista conceituado e cronista reconhecido, que já percorreu zonas de conflito e de pobreza encontrou-se com os nossos alunos do ensino secundário, na manhã do dia 5 de dezembro, no âmbito da Feira do Livro.
O escritor editou recentemente o livro “Amazónia: Viagem por uma Ferida Aberta no Planeta”. Esta obra coloca o foco num dos temas mais urgentes do século XXI: a destruição da Amazónia.
Após as palavras introdutórias do Diretor António Figueiredo, os nossos alunos leram excertos textuais, que entrelaçaram o livro “A Selva”, de Ferreira de Castro, com o livro “Amazónia, uma ferida aberta no Planeta”, de Manuel Carvalho, que, depois, com o seu discurso rico, objetivo e contagiante, prendeu a atenção dos jovens presentes.
Passado quase um século da publicação do livro “A Selva”, de Ferreira de Castro, Manuel Carvalho convida-nos a fazer uma viagem de aproximadamente 12.000 quilómetros, até à região do mundo onde há mais biodiversidade, uma região cujos rios influenciam as correntes marítimas, contribuindo, assim, para a regulação climática. Um livro que é um alerta, mas também um apelo ao compromisso. É que o futuro da Amazónia é também o nosso futuro.
Esta Amazónia conta-nos uma história de sangue, suor e lágrimas, que, a partir da década de 70, se tornou numa verdadeira ferida no Planeta, fruto da ação humana, fruto da extração desenfreada dos recursos naturais e de um total desrespeito pelos direitos e valores humanos, que se traduz numa intensa e veloz desflorestação e na pobreza.
Neste seguimento, os nossos discentes entraram em diálogo com o escritor, apresentando algumas das suas questões e das suas curiosidades: “Nesta sua viagem, como foi a relação com os povos que encontrou?”; “Na sua viagem, quais os vestígios do colonialismo português que identificou?”; “É possível ir até à Amazónia para fazer investigação? Como fazer?”; “Com os dados que apresenta no seu livro, qual é o panorama climático que antevê para daqui a poucos anos?” No final, foi tempo de Manuel Carvalho autografar os livros que foram adquiridos.
Este encontro foi um verdadeiro testemunho do quanto são importantes as funções de pesquisa, recolha, seleção e tratamento de factos para aprofundar e consolidar o conhecimento.
A Amazónia é o pulmão da Terra e se nós queremos resolver efetivamente as questões climáticas, nós temos que começar por ser cidadãos atentos, bem informados, responsáveis e ativos, começando por repensar os nossos consumos e apelando à erradicação da pobreza que vitimiza os povos que nela habitam.
https://youtu.be/UGbTNZ9USWs